Daqui do topo
Eu não estou.
Tanto mudou.
Quem fiz de mim?
Só é possível varar
Com os olhos
Essa inutilidade
[abaixo.
Não sei do acima;
Mais não importa,
Ah!
Cousa louca..
Tomamos o mundo
Grande,
E não é...
Daqui do topo
Eu vejo que não é.
Aliás, pequeno; sim,
[ele é.
Mesmo assim,
Não importa;
se é ou não é,
Outro me dirá,
é a impressão
única que posso
[ter.
Ah!
Olhando bem é pequeno mesmo.
E calmo e eu não, eu mesmo não
Sei. É alto. Isso posso saber.
A nada eu me refiro, fica claro?
Ao mundo, pequeno ou grande;
À grandeza; pequena ou grande,
A exata conclusão é bem vaga,
E em dela muito pouco me dependendo
Nem importa!
Ah! Há grandes cousas, pequenas
[também,
mas vou propor não façamos concursos
disto.
Mundo: é pequeno.
Da minha pegada e cá com meus
botões,
Do topo.
O resto, mas ora -: vai ver!
Sei lá ao menos de que se trata o
resto, não importa.
As bobagens,
Essas triviais é que me saltam aos
olhos, enrustidas parecem tão cândidas
[e distantes.
Calmo eu posso ver...
Do topo.
E eu sinto particularmente por
[elas.
Do meu roto peito,
À descoberto mais
Já não brotam.
Do topo, pouco - e, pequeno - é o
broto que dá origem às cousas;
Grandes, ou pequenas: não importa.
Entende o que digo?
Do topo,
as particularidades é que
faltam.
Mas, também, do topo eu não estou.
E elas não estão;
[e nunca vão estar.
Só semeia a indiferença este lugar.
E, realmente, a mais simples forma
sob a mais simples aparência acaba morta.
Ter-me avisado, alertado, tudo mais
não adiantou,
cheguei ao topo
[(do topo
não estou).
Pedro Costa
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
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