Uma página em branco é um franco concurso à infelicidade, e disto os poetas sabem bem. Precendem, os poetas, de meios ao certo não os mais adequados, de algum com quem possam medear, uma fuga ao tempo; enfim, um engano ou um erro. Precisam, feito os matemáticos, solucionar problemas os quais só existem no ideal. E, ainda que não sejam, calculam, avaliam e, porfim, anotam, como os cientistas, seus cálculos numa folha de papel -- pragmáticos, os mais poetas chegam a fingir tais resultados; com tanto, é com imensa tristeza que se revelam em sua poesia. Para ser sucinto, a maioria é incapaz de tudo, a não ser fingir felicidade quando grandes e, entre os maiores --.
Petro
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
sábado, 9 de janeiro de 2016
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