Treme, mesmo que não haja vento, uma flâmula de cujo o nome é dispensado o jugo; pois que julgar é dela o princípio e, o qual passa atrevido sob todas as formas de se ser e pensar, mais que à realidade inconformada a bandeira de quantos quem se tem notícia e de cujas mortes vingaram e para os que depois arregimentando em mantê-la sempre hasteada, comodamente irrelevada à maioria e delegada à dispensa e aos empórios do ostracismo que, sempre e em quando há a desmesura diante do apanágio do real; se ousa alguém, do fundo da acobertada ascendência milenar e bater dela a poeira, limpar das letras que formam seu nome os restos mortais daqueles que a defenderam; o seu nome, administrado por reis e infantes; derrocado e glorificado mil vezes --- derrama a holística; o belicismo entre pares, a sua ciência, enfim. Treme, mesmo sem vento; mesmo sem quem ampare esta flâmula e escrutiná-la já é vendê-la por um preço muito barato, dá-la rasa por aparente envelhecida, assepsiá-la prevendo sujo o seu desígnio, sua responsabilidade e o seu ativo, se há maneira melhor; se há quesito maior e deidade mais suprema a quê reverenciamos, adoramos em oração, acobardamo-nos enrolados a ela vestindo-la fragilmente num escudo contra os males e que têmo-la uma horda invicta, à alforria de prisioneiros de guerra; a única bandeira que realmente inscreve entre as letras do seu nome a verdade; a aurora que se repete cada novo período histórico, e, ela mesma, a história e o conteúdo o qual nela se basta -, o frêmito poético e a língua dos anjos - enrudescendo pelos séculos e, o bolor que a tenta dele escapando para ressurgir a única contenda onde é permitido desbragamentos ébrios sem o narcotismo natural e que é substantiva sob quaisquer períodos escritos, alicerce a altura de uma Torre de Marfim, onde pende meio mastro cada sínodo, toda queda da civilização; o escopo tido dela, onde lança seu alto posto e a sua responsabilidade -- a vida (!) Ética e rigor. Paulatinamente a icárea representação do pensamento, o Prometeu das flâmulas --- a oratória sofística, bem como a physis pré-socrática, logo, a Tragédia Grega e o ano jubilar; o jejum inquestionável da dogma --
Entre o sigilo e a mantêr-se proba
o alento pre mortis;
a causa e a consequência leva o flamar sem vento --- mesmo que paire, a brisa veronial a estende mais uma vez, e ela treme a flâmula precisa da filosofia.
Petrecostal
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
sábado, 12 de dezembro de 2015
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