Um instante!,
E, o maestro nota
que um tímpano está
furado.
Não o da orquestra,
o dele;
- Faz-me assim. Disse.
- Como um poema, eu nessecito silêncio:
- Platéia?
Todos mudos.
Torce um violino um restio de nota que fica no ar.
O som espairece até desaparecer, é de conhecimento
geral, o fim da vida artística, às vezes, vem assim; qual
o fim da vida: sem opereta; sem sinfônica,
mundo caído para o profissional:
[a despedida.
Um tímpano - TUM! -, a desmando e
[silêncio,
as páginas voam; páginas cobrem o teatro
e dançam por cima das cabeças dos espec-
tadores, minguam pela atmosfera tumultu-
osa e pesam até caírem no chão, entre a audiência...
Petro
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
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