Basta adentrar --- floreios
redentores! --- à esquina onde
fica minha casa,
e mais, como gos-
tam por aí de dizer, o meu lar;
Fogoso adentro, também, sítios
e vastas alas, galpões; e interina-
mente, ao traço que constrói em
aparência
e que é o mundo com
tal qual há tanto como tudo dentro
dele,
que vagar é tão-somente e
[apenas
uma ronda, feita esporadicamente
e quando seta a veneta asceder ao
[acontecimento,
Tangendo por quadras as esqui-
nas e as amuradas;
prazendo falar
de um "bom-dia" ou, esquecendo
mudo deva-se aparentar educação,
E, à tarde bucólica, negacear
demore-se tanto o mais que neces-
site;
emborcar pelo cálice pra que
exista o quanto derramar ainda de
luz, pra podermos chegar,
sendo
que, em se chegando, jamais
estar;
nisso pensando e amenizando
rir sobre tanto: mundo, tarde,
destino e, por último, ter de on-
de sair e poder retornar,
[(ranger os dentes a
perspectiva do aconchego)
na certe-
za fechada do murmúrio lasso do
pensamento;
e tanto gozo, pra-
zeirar, acontecer de por menor
vários que são, os destempérios
ao calcanhar; falsos de um
[paço avistando ao
se verter a visão para trás,
Tocante se em coibir o raso
pulo sobre obstáculo, urdir
e velar o mútuo caírem-se a
tarde e o dia, já aos primeiros
movimentos da noite -- bela
monotonia o espaço em ene-
grecente fulgor de Vênus,
fá-lo pronto
que já versa a noite o seu encanto,
Como sob a Alma agitem-se
mil rompeios nus flertes dos raios
do luar.
E, quanta gente dorme!
***
Pedro Costa
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
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