Dorme-me uma criança no seio
Nem mesmo muito bem o sei
O que por essa pequena esperança
Alimentei.
Em meu quarto ela dorme
Hora alguma despertará
Espero estar atento a ela
No meu dela apresentar-se-á
Na minh'Alma - fundo - eu sinto
Dela dormir em mim.
Em flores mortas, no vaso
O espaço cala sua meiguice
No tempo, vai-se um andar
Algo para dela comigo ter
Neste mesmo instante eu sou
Mesmo um ser estranho
Mas só agora, pois penso
Ser dela o meu pensar
Se curto o instante são e breve
Da criança que dorme
É que eu sou o mesmo dela
Alguém que se comove
Mesmo com o nada inusitado
Cousa vinda sob alarme
Choro, e ela na nave,
Mora só onde dorme.
Pedro Costa
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
domingo, 20 de maio de 2012
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