Tic-tic-tic-tic.
Uma goteira pinga,
restio do dia esperando
para abarcar no tempo
o seu lugar de mérito.
São assim todos os seus dias?
Se fossem nada disso estaria
[a dizer.
Preferindo olhar para trás
E reclamar de por que é assim.
Isso não existe, hum...
Se existisse poderia, logo, ser válido
meu muxoxo: o meu e todos pousados
[sob o sol.
Ah! Triste finalidade
[(na verdade, penso)
Ser o dia para findar!
Dormir menos o fosse, dormir menos
o vazio final cada dia
[(tic-tic-tic).
Bom, tudo chega a um fim.
Se a palidez da lua -- numa
poça d'água -- vejo, temos do que falar.
Embora efêmero: o tempo sempre sa-
be o que é perpétuo --- volta atrás se
for preciso, continuísmo da efemeridade
(mas colhe o dia).
Chuá, chuá, chuá...
O céu parece chorar,
no breu turvo desta noite,
a beleza atina.
Cuidado, a noite caiu delicada hoje,
o dia lentamente cambaleia
esbarrando-se nos altos prédios;
Como uma centelha teimosa
a Vida contém longe os abismos tí-
picos dos Alpes,
e cai-se,
cai-se,
cai-se,
ca..
Pedtro
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
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