A cobertura de uma álva
tez se sobressaem pigmentos
como de um fato lembrado
são os seus augúrios o presente.
Sombras, o passado, revolvido
parece engolir-nos enquanto
estranhos a isto, nós fechamos
os nossos olhos; nesgas fímbrias
Permanecem e à altura da carne
nos mordem estes vermes necroses
das situações vivenciadas, abreviando
na arqutípica volatilidade instantânea
Como estantes repletas de livros
travessados pelo olhar brando
do que fora a sua leitura; arrebatado
o olhar procura, vasto prado, e no ali
Retorna interrogativo e em voltando-se
para dentro caça nas entranhas
malemolentes e confere se estamos
de acordo ainda com a folha em
Que um amarelo debotou, em ímpeto
de um virar a página -- fomos todos.
Reprovamos aquilo, pois se nos fomos,
quem nos são tais cupins vertiginosamente
a roerem aqueles lidos qual pelagem
nossa carne retida; e, espaçamos e a um
Daqueles retiramos, na ânsia de viver
um momento antigo no restante do
quanto estivéramos, carcomidos, res-
tantes a secura; o empasse solitário
De uma temeloquente mão a qual
estende uma criança pelo sim, e o
não, tentando alcançar o plano
que será feito de sua vida futura;
Vultosa sombra, tal está o porvir
sem alcance ao manejo ébrio da
loucura issado àquele antigo
volume; sem peso, a flutuar-nos das
[mãos.
Petro
Blog estritamente com fins literários. Peço,por meio desta, aliás, exijo os direitos sobre tudo o que está escrito. Sem brincadeira, respeitem o espaço, para evitarmos complicações judiciais. Agradece, Pedro Costa.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
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